Um dia jogarão minhas cinzas sobre o mar
Mas por enquanto,
Quero ver o sol numa manhã de inverno
O futuro distante nas pegadas dos anos que passaram
O perfume por baixo de seus cabelos,
E entendo o amendoado dos seus olhos.
As vozes gorjeiam presas em cada sombra
Você faz tudo tremer por dentro
E esquecer
Inevitavelmente... Esquecer.
Certa manhã meus olhos estarão vítreos
(os mortos sempre partem com certa inveja dos vivos)
Guardando intacta sua fotografia
A tarde (pôr-do-sol vermelho) cinzas jogadas de uma aeronave sobre o mar...
Seu perfume envolvendo
Todo o precipício
E as ondas refletindo cada linha do livro d'minha vida
-Amada, não se jogue
nas águas turvas!
Por enquanto,
Deixe o sol brilhar na manhã de inverno,
Deixe o perfume por baixo de seus cabelos
E entendo o amendoado dos seus olhos.
domingo, 15 de novembro de 2009
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