Que é a felicidade
Além de fração de segundo esquecido
Em meio à tenebrosa tempestade de mágoa?
Mais amargo que a lágrima, é o choro etílico,
Daquele que é obrigado a fazer sorrir mesmo debulhando
Em desilusão.
Pobre de mim
E das piadas já tão sem improviso e brilho ofuscado.
E mais pobre daquele que depende da piada alheia
Para poder sorrir e sentir cólica na barriga
E ainda sorrindo e sentindo cólica
Chorar, chorar de tanto rir.
Um Palhaço que se preze pode perder tudo
Seu nariz vermelho
Sua peruca gozada
Sua maquiagem
Sua roupa colorida e remendada
-Meu querido público!
Orgulhosamente...
Um palhaço que se preze pode perder tudo
Menos a ilusão
Menos o poder de sonhar
Menos o achar que tudo poderia ter sido diferente.
Quando palavras otimistas vão sendo apagadas
Uma por uma do vocabulário,
O sorriso ainda que amarelo e sem dentes
É o grande juiz de causa perdida
A causa da vida.
A causa da vida está perdida.
E não tem mais marmelada, goiabada...
O circo não chegou
O circo é a vida
O circo é de horrores
Maquina de tortura
Palavras lascivas.
Ruídos...
Ilusão perdida é pulso cortado.
sexta-feira, 1 de abril de 2011
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